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Frenectomia infantil, quando é indicada para língua presa?

há 22 horas
6 min de leitura

Nem toda criança com língua presa precisa fazer uma frenectomia.


Dentista com máscara examina a língua de uma criança em clínica infantil; texto: Frenectomia infantil.

Essa é uma das primeiras coisas que explico para os pais durante a avaliação. Mais importante do que olhar apenas para o freio embaixo da língua é entender se ele realmente está limitando os movimentos ou atrapalhando funções como amamentação, alimentação e fala.


Por isso, antes de falar em cirurgia, precisamos falar em avaliação.


O que é língua presa?


Dentista examina menina em consultório infantil; texto explica língua presa e freio lingual.

A língua presa, chamada tecnicamente de anquiloglossia, acontece quando o freio lingual restringe os movimentos da língua.


O freio lingual é uma pequena faixa de tecido que fica embaixo da língua e a conecta ao assoalho da boca. Algumas pessoas têm um freio mais curto, mais espesso ou inserido de uma forma diferente.


Mas uma alteração na aparência, sozinha, não significa que existe um problema.

O que realmente importa é a função.


Se a criança movimenta bem a língua, mama, se alimenta e desenvolve suas funções orais normalmente, pode não haver necessidade de nenhum procedimento.


Quando a língua presa pode ser um problema?


Os sinais mudam de acordo com a idade da criança.


Menina sorridente abraça coelho de pelúcia em clínica infantil; texto: Quando a língua presa pode ser um problema?

Em bebês, alguns sinais podem chamar atenção:

  • dificuldade para manter a pega durante a amamentação;

  • estalos ou perda frequente da pega;

  • mamadas muito longas ou cansativas;

  • dificuldade na transferência de leite;

  • dor materna persistente durante as mamadas;

  • dificuldade no ganho de peso, quando associada a outros sinais.


Em crianças maiores, podemos observar:

  • limitação para levantar ou movimentar a língua;

  • dificuldade para realizar determinados movimentos;

  • alterações relacionadas à mastigação e à alimentação;

  • dificuldade na articulação de alguns sons;

  • desconforto ou limitação funcional.


Esses sinais, sozinhos, não confirmam língua presa.


Dor para amamentar, dificuldade na pega ou ganho de peso abaixo do esperado, por exemplo, podem ter várias causas. Por isso, a avaliação precisa olhar para a criança como um todo, e não apenas para o freio.


Quando a frenectomia é indicada?


A frenectomia pode ser indicada quando existe uma alteração no freio lingual associada a uma limitação funcional real.


Dentista examina a língua de uma menina; texto sobre quando a frenectomia é indicada em clínica infantil colorida.

Ou seja, não operamos porque o freio “parece curto”.


A decisão acontece quando percebemos que ele está interferindo na função da língua e entendemos que a liberação pode trazer benefício para aquela criança.


A avaliação pode envolver odontopediatra, pediatra, fonoaudiólogo e outros profissionais, dependendo da idade e da dificuldade apresentada.


Por isso, duas crianças com freios muito parecidos podem receber orientações completamente diferentes.


Frenectomia e frenotomia são a mesma coisa?


Não exatamente.


Os dois nomes são usados como sinônimos com frequência, mas existem diferenças técnicas.


A frenotomia envolve a incisão e a liberação do freio lingual. Já a frenectomia envolve uma remoção mais ampla desse tecido.


A técnica escolhida depende da idade, da anatomia do freio e da avaliação profissional.

Para os pais, porém, o mais importante não é decorar esses nomes.


É entender se existe indicação para intervir e por quê.


Como o odontopediatra avalia a língua presa?


Uma boa avaliação não olha apenas para dentro da boca.


Odontopediatra examina menina em consultório infantil; texto: Como o odontopediatra avalia? e lista fatores de avaliação.

O odontopediatra observa a anatomia do freio, mas também avalia como a língua se movimenta e qual dificuldade a criança apresenta.


Em um bebê com dificuldade para mamar, por exemplo, não basta encontrar um freio alterado e concluir que ele é a causa.


É importante entender como está a pega, como a língua se movimenta, se existe dificuldade na transferência de leite, como está o ganho de peso e quais orientações já foram tentadas.


Em crianças maiores, a avaliação muda de acordo com a queixa. Quando existe alguma dificuldade relacionada à fala, por exemplo, a avaliação fonoaudiológica também pode ser importante.


É essa combinação entre anatomia e função que ajuda a decidir se existe indicação de frenectomia.


Como é feita a frenectomia infantil?


Quando existe indicação, a liberação do freio lingual costuma ser um procedimento relativamente rápido.


Dentista mascarada usa instrumento na boca de criança em consultório colorido; texto explica frenectomia infantil com laser.

A técnica, o tipo de anestesia e os cuidados necessários mudam de acordo com a idade da criança e com o procedimento indicado.


Na Clínica Bem Me Quer, a Dra. Ana Paula realiza a cirurgia do freio lingual com tecnologia a laser.


O laser permite precisão durante o procedimento e auxilia no controle do sangramento.


Mas é importante deixar uma coisa clara: o laser é uma técnica possível. Ele não é uma garantia de resultado e também não significa que toda frenectomia precise ser realizada dessa forma.


Mais importante do que o equipamento utilizado é ter uma indicação correta e um profissional capacitado para realizar o procedimento.


Frenectomia a laser é melhor?


Não existe uma resposta única para essa pergunta.


O laser pode oferecer algumas vantagens durante o procedimento, como precisão e controle do sangramento, dependendo do caso e da técnica utilizada.


Mas a decisão não deve começar pela pergunta: “laser ou não laser?”.


A primeira pergunta precisa ser:

Essa criança realmente precisa de uma cirurgia?


Depois disso, o profissional define a abordagem mais adequada para aquele caso.


A frenectomia dói?


Essa é uma das dúvidas que mais escuto dos pais.


Mãe e criança sorrindo em clínica infantil, com texto sobre frenectomia, recuperação e ícones de orientações e acompanhamento.

O controle do desconforto depende da idade da criança, da técnica escolhida e do procedimento realizado. A família também recebe orientações sobre os cuidados depois da cirurgia.


Como qualquer procedimento cirúrgico, a frenectomia tem riscos e benefícios que precisam ser explicados antes da decisão.


A frenectomia resolve a dificuldade para amamentar?


Não necessariamente.


A língua presa pode estar envolvida em alguns casos de dificuldade na amamentação, mas não é a única causa possível.


Por isso, fazer a cirurgia não significa que todos os problemas relacionados à amamentação vão desaparecer.


Em bebês com língua presa sintomática e dificuldade persistente para mamar, a liberação do freio pode ajudar em casos selecionados. Ainda assim, o acompanhamento da amamentação continua sendo importante.


Essa é mais uma razão para não tratar a frenectomia como uma solução automática.


E quando a criança já é maior?


Em crianças maiores, a avaliação pode acontecer por uma limitação nos movimentos da língua ou por dificuldade para articular determinados sons.


Aqui existe um cuidado importante: língua presa não significa atraso de fala.


Em alguns casos, uma limitação importante da mobilidade da língua pode estar relacionada à dificuldade para produzir determinados fonemas.


Quando existe essa suspeita, a avaliação com a fonoaudiologia pode ser importante antes e depois da decisão sobre o procedimento.


Mais uma vez, a indicação é individual.


O acompanhamento depois da frenectomia também importa


A cirurgia libera o freio, mas o cuidado não termina quando o procedimento acaba.


Dependendo da idade e do motivo que levou à cirurgia, a criança pode precisar de acompanhamento com odontopediatra, fonoaudiólogo ou outros profissionais.


As orientações pós-operatórias também precisam ser individualizadas.


Evite começar exercícios ou manipulações em casa apenas porque viu um vídeo na internet. O que deve ser feito depois da frenectomia depende de cada caso e precisa ser orientado pelos profissionais que acompanham a criança.


Como saber se meu filho precisa de frenectomia?


A resposta mais curta é: não dá para saber olhando apenas para o freio.


Se você percebe dificuldade para amamentar, limitação nos movimentos da língua, problemas relacionados à alimentação ou alguma alteração que levantou a suspeita de língua presa, vale procurar uma avaliação.


Um dentista infantil ou odontopediatra com experiência em freios orais poderá avaliar a anatomia, a função e entender se existe realmente indicação de tratamento.


E, se não houver indicação de cirurgia, essa também é uma resposta importante.


Perguntas frequentes sobre língua presa e frenectomia


Toda língua presa precisa de cirurgia?


Não.


Algumas crianças apresentam alterações no freio lingual sem nenhum prejuízo funcional. A frenectomia é considerada quando existe uma limitação que realmente interfere em alguma função.


Bebê com língua presa precisa operar logo?


Não existe uma regra única.


A decisão depende dos sintomas, da avaliação da amamentação e do impacto funcional daquele freio.


Frenectomia resolve todos os problemas de amamentação?


Não.


A dificuldade para amamentar pode ter várias causas. A cirurgia pode ajudar em casos selecionados, mas não deve ser tratada como uma solução garantida.


Frenectomia pode ajudar na fala?


Em alguns casos de limitação importante da mobilidade da língua, pode haver dificuldade na articulação de determinados sons.


Isso é diferente de dizer que língua presa provoca atraso de fala.


A avaliação com um fonoaudiólogo pode ser necessária em alguns casos.


Qual profissional avalia língua presa?


O diagnóstico pode envolver diferentes profissionais.


Na odontologia, um odontopediatra com experiência em freios orais pode avaliar a criança e, quando necessário, trabalhar em conjunto com pediatra, fonoaudiólogo e outros profissionais.


Está em dúvida sobre a língua do seu filho?


Se alguém comentou que seu bebê ou criança tem língua presa, ou se você percebe alguma dificuldade relacionada aos movimentos da língua, o primeiro passo não precisa ser a cirurgia.


Mãe e médica examinam bebê sorridente; texto: Está em dúvida sobre a língua do seu filho? Agende uma avaliação.

O primeiro passo é entender o que está acontecendo.


Na Clínica Bem Me Quer, na Vila Mariana, em São Paulo, a avaliação considera a anatomia do freio, a função da língua e as necessidades de cada criança.


Agende uma avaliação para entender se existe indicação de tratamento e qual pode ser o melhor caminho para o seu filho.



dentista infantil dra ana paula odontopediatra na vila mariana em são paulo sp

Sobre a autora


Dra. Ana Paula A. Santos | CRO 127603


Odontopediatra há 15 anos, especialista em freios orais e Responsável Técnica da Clínica Bem Me Quer.


Além da experiência clínica acompanhando crianças com alterações no freio lingual, a Dra. Ana Paula também viveu essa situação como mãe. Seus dois filhos passaram por procedimento no freio lingual e, no caso do filho mais novo, ela mesma realizou a cirurgia.



 
 
 

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